sexta-feira, 29 de junho de 2007

Quanta criatividade posta em bobagem(...).

Quanta criatividade posta em bobagem(...).

Era uma vez um sábio chinês que pensava que era uma borboleta. Ele andou, andou em busca da sabedoria total até que, um dia, chegou em um lugar nunca antes imaginado onde havia muitas outras borboletas. Então, ele descobriu que era diferente.

O sábio usava roupas incomuns, por isso achava que era uma borboleta, mas percebeu que ele não poderia ser igual a elas. Então, ele começou a buscar um lugar no qual, talvez, pudesse descobrir o que ele realmente era. Um dia, deparou-se com um pequeno chalé. No chalé,morava uma velhinha baixinha, que vendia pó de pirlimpimpim. O sábio banhou-se do pó e conseguiu, enfim, voar tão alto quanto as borboletas. Assim, ele viveu feliz para sempre!

Porém a velha-do-chalé saiu, um dia desses, para comprar pães e nunca mais voltou, pois ela tinha Alzheimer. Dizem por ai que o lobo-mau a comeu – entendam como quiserem! Todavia, isso não passa de um boato. Na verdade, ela fugiu para o caribe com um garotão de 18 anos. Mas, a velha-do-chalé era uma bruxa. Logo, ela criou uma poção mágica, que, todas as noites, transformava-a em uma linda e jovem garota. Contudo, quando o efeito da poção acabava, ela voltava a ser a mesma velha feia. Foi que, então, uma dia ela acabou se transformando em travesti em plena Parada Gay. Foi ai que ela conheceu o Alexandre Broxa que cedeu 3ml de seus anabolizantes para ela colocar no RABO-de-saia.De repente, eles encontraram o vampiro Chupátz, que chupou o anabolizante do RABO-de-saia da velhinha e, com isso, hipertrofiou seus dentes, tornando-se, dessa forma, o vampiro com os maiores dentes do Mundo.

O vampiro com os maiores dentes do mundo, tinha uma fome maior que a dos vampiros comuns. Em uma tentativa desesperada de alimentar-se, acabou chupando o sangue de uma vaca. Porém,a vaca estava infectada com a doença da vaca-louca. E, então, dois dias depois, o Chupátz foi preso por assaltar um banco de sangue.

Moral da estória: Graças a Deus, as vacas não voam!

(Comunicação em Língua Portuguesa I; Prof ª Priscila Simões; Turma B; Bixos 2007/1 FABICO/UFRGS)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Auto de Comu

Auto de Comu
Teoria da Bala Mágica
Uma formiga, que estava caminhando por uma floresta petrificada, avistou uma criatura. O tal ser estava arrancando e engolindo pedaços de um homem que ainda agonizava, e, ao mesmo tempo, curiosamente, ele defecava uma massa e, com seus pés bem articulados, fazia um monte de cabeças .

Formiga - Criatura, quem você é e o que está fazendo?
Criatura - Sou Comu, a mais amada das criaturas. Estou a fazer o que é meu dever: renovar a mente e o corpo dos homens. E tu, vejo que és uma formiga pequena e solitária, o que queres aqui?
Formiga - Busco por um lugar onde eu possa ser notada.
Criatura - Reconhecimento! Então, buscas por reconhecimento?
Formiga - Sim!
Criatura - E que tipo de reconhecimento seria esse?
Formiga - O reconhecimento individual! Cansei de ser mais uma, que simplesmente segue o sistema. Busco o reconhecimento dos meus ideais, qual mais seria?
Criatura - Sabes, sou muito velha, logo experiente. Por esse mundo ando rápida e valentemente, dessa forma conheço muitos outros seres. Sendo assim, afirmo que há muitas formas de reconhecimento, as quais os seres buscam.
Formiga - É mesmo?
Criatura - Sim, podes acreditar. Há aqueles que querem ser reconhecidos por sua beleza. Há os que querem ser reconhecidos por suas posses. Há os que querem ser reconhecidos por seus talentos. E muitos outros mais.
Formiga - E pelas idéias?
Criatura - Há, sem dúvida, há. Porém, afirmo a ti, buscar esse tipo de reconhecimento tornar-se-á cansativo e inútil.
Formiga - E porque ?
Criatura - Simples. Porque nessa floresta, assim como nesse vasto mundo não há quem não acabe por se render à “Massa”.
Formiga - Explique-se, por favor.
Criatura - Como vistes anteriormente, devoro homens e faço deles uma Massa de Cabeças. Porém, antes que questione o porquê do meu serviço, deixa-me explicar a ti como isso acontece. Paulatinamente, vou argumentando e, com isso, tentando convencer os homens a se juntarem a Massa. Então, espero pelo momento no qual o homem que está farto de lutar por sua sobrevivência renda-se por completo. Mas não penses que são poucos os que se rendem. A maioria se deixa devorar sem o menor questionamento.
Formiga - Mas qual é o porquê?
Criatura - Não percebes que o que faço é pelo bem dessas pessoas? Sozinhas elas são frágeis e desiguais, mas unidas a Massa são a Massa. Elas não necessitam mais perder tempo pensando e elaborando soluções para os seus problemas. Sou eu quem se ocupa com isso. Eu as conforto, informo-as, divirto-as, protejo-as das críticas, deixo-as mais bonitas e aceitáveis. Olha e diz o que pensas.


E a Criatura começou a falar com a Massa de Cabeças:

Criatura - Vocês são idiotas!
Massa - Otas... Otas... Otas...
Criaturas - Vocês são descrentes!
Massa - Entes... Entes... Entes...
Criatura - Digam o que vocês pensam da política?
Massa – Ítica... Ítica... Ítica...
Criatura – E sobre a fome?
Massa – Ome... Ome... Ome...

A Criatura, com o peito estufado, voltou-se, novamente, à Formiga e a indagou:

Criatura - Acreditas, ainda, que vale a pena buscar ser notada como um indivíduo pensante?
Formiga - Sim!
Criatura - Não vês que de nada adianta? Olha para a Massa! Não percebes que ela é volumosa, sólida, despreocupada, tranqüila? Não percas tempo. Sê tu minha aliada. Posso dar-te entretenimento, conforto, beleza. Posso acabar com o tormento que os questionamentos causam a ti. Aceita a minha sabedoria e a minha orientação para que eu possa simplificar a tua vida, acabar com a tua solidão. Não sejas mais uma formiga solitária e indefesa.
Formiga - Não seja tola. Você me mostra uma Massa ignorante e submissa a sua vontade, e ainda assim espera que eu me una a ela?
Criatura - Pense nas vantagens de não ter mais que perder tempo raciocinando. Eu posso facilitar as coisas para ti.
Formiga - De maneira alguma. Prefiro a solidão à submissão. Sem mencionar que um dia há de surgir alguém que acorde a Massa.

Furiosa e exausta por tentar e não conseguir convencer a Formiga, Comu resolveu não perder mais tempo e pisou-a.


(Paula Vieira)